ligjornal@gmail.com

 

O Consumidor e o Natal

Por Thatiana Cunha
Foto: Ulisses franceschi

Com a proximidade do Natal, as pessoas lotam os principais locais de comércio na cidade em busca dos melhores presentes. Em Icaraí, na Rua Moreira César, é possível comprovar a euforia das compras natalinas nas lojas e nas calçadas cheias de consumidores atentos aos preços e as facilidades de pagamento. Como uma forma de homenagear quem nos acompanha durante todo o ano, o Jornal Lig ouviu alguns dos leitores para saber a expectativa de cada um para o Natal 2008. Boas Compras e Boas Festas!

 

Inês
Regina Cruz,

psicóloga

“A gente sempre acaba gastando mais porque os preços estão sempre mais altos que nos anos anteriores. E existe também a questão que o dinheiro está mais curto e isso nos obriga a fazer jogadas. Tive que pesquisar muito mais esse ano e pela primeira vez fiz uma lista de compras.”
Gisele Duarte,
vendedora extra

“Estou completamente envolvida com o espírito natalino. Já comprei presentinhos para todos da minha família, afilhados e alguns amigos. Ainda falta comprar mais alguns. Devo ter gasto até agora mais de 400 reais e também pretendo guardar um dinheiro.”
Ana Maria
B. Medeiros,

pensionista
do INSS

“Em relação aos anos anteriores, estou gastando menos. Estou indo na contramão da maioria das pessoas e procurei mais poupar do que gastar. Como o dinheiro que ganho é o mesmo todos os anos, tive que procurar presentes com preços menores, já que os achei caros. Devo ter gasto uns 300 reais e já comprei quase tudo que queria.”
Eduardo Braune,
professor

“Prefiro pagar as compras à vista e não fazer parcelamentos em muitas vezes, e, quando possível pechinchar um pouquinho também. Para mim os preços estão parecidos com o ano passado. O que acho como diferencial é que comércio está meio assustando e em conseqüência disso estão induzido outros artifícios para a gente poder comprar.”
Hellen Carvalho,
secretária

“Não gosto muito do Natal. As pessoas estão muito mais preocupadas em gastar com presentes do que com o simbolismo da data. Este ano, acabei gastando mais que os anteriores porque os preços estão mais caros. Não consegui poupar, gastei tudo que ganhei. Sempre faço planos para juntar e pagar as dívidas, mas nunca consigo. Acabo comprando e comprando e quando vejo não tenho mais nada.”
Alessandra Iglesias,
militar

“Esse anos como são muitas pessoas estou procurando comprar coisas mais baratas, com um valor que não passe do meu orçamento. Achei os preços mais caros, só que as lojas estão dividindo em mais vezes e para alguns consumidores isso facilita. Eu prefiro pagar à vista quando o estabelecimento dá desconto senão opto por parcelar desde que seja o mesmo valor.”
Bruno Souza,
estudante de Relações
Internacionais

“O natal esse ano para mim vai ser um pouco complicado porque mudei recentemente de emprego e por isso não tenho como gastar muito. Pretendo gastar no máximo 150 Reais. Diferentemente de mim, a minha família já comprou muitos presentes para todos incluindo até para os parentes distantes que vêm passar a data conosco.”

• • •

Debate Sobre o Samba no Brasil na OAB

Promovido pela OAB, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro e Jornal Lig aconteceu na última quarta-feira, dia 17, no auditório da OAB, o debate sobre “O Samba no Brasil”. O evento teve como palestrantes-debatedores o radialista Adelzon Alves, jornalista Mário Dias, compositor Zé Katimba e do presidente da União dos Blocos e Escolas de Samba Ito Machado, com mediação do jornalista Edgard Fonseca. Eles são importantes figuras que contribuíram, e ainda contribuem, para que o samba tenha conquistado o grande público e a mídia. Os trabalhos foram abertos pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil/ Niterói, Antonio José Barbosa da Silva que em seguida passou a representação na mesa ao advogado Sergio Chacon, presidente da Comissão de Artes, Lazer e Cultura da OAB. A mesa também teve a presença do presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro, Ernesto Vianna.


Adelson Alves e seu certificado

Adelzon Alves abriu o debate falando da complexidade de se compor um bom samba com enredo. Para ele, o samba tem uma amplitude muito maior do ponto de vista antropológico, histórico-cultural e até alguns sambistas desconhecem essa força. O radialista relembrou também, sob forte emoção, a história da série americana “Raízes” de Alex Haley, exibida no Brasil há alguns anos. Para finalizar, Adelzon lamentou a falta de investimentos dos governos que não vêem o samba como uma manifestação cultural.

Logo depois foi a vez de Mário Dias, seu colega de mais de quatro décadas contar como começou sua relação com o samba. Na década de 60, levado por seu avô, se encantava com as rodas de samba duro no Barreto e depois em tantas outras. Nessa época, ser chamado de sambista era algo pejorativo. Já na década seguinte, a história começa a mudar. O jornal “O Dia” abriu uma coluna sobre samba que mais tarde ele passou a assinar. Em função disso, conheceu diferentes lugares e sambistas e aprendeu a gostar de bons sambas. E foi também nessa mesma época que as escolas de samba começaram sua trajetória. Para ele, o samba hoje continua evoluindo com os novos compositores.

Ito Machado ainda quando garoto foi secretário da Viradouro em 1950 e anos mais tarde chegou a presidência da Escola. Com apenas 18 anos fez seu primeiro samba em homenagem a Tiradentes, sendo o último na década de 70, sobre o Quilombo dos Palmares. Em 2006, ano que fundou a União das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Niterói, foi chamado para revitalizar o carnaval de rua em Niterói que começou a ruir entre 10 e 12 anos depois da saída dos desfiles na cidade da Viradouro e do Acadêmicos do Cubango por causa de problemas com a administração municipal na época. O público cada vez maior, esse ano foi registrado 10 mil pessoas por dia, segundo a Polícia Militar, ajuda renovar as esperanças para os próximos carnavais. Ito aguarda da nova administração municipal uma ajuda maior e melhor e sonha ainda com o sambódromo em Niterói projetado pelo arquiteto Oscar Niemayer.

E para fechar as falas do debate, Zé Katimba, assim como Adelzon Alves, chamou a atenção para o lado cultural do samba e reclamou dos cargos de presidentes de ala e carnavalescos que comandam toda a escola sem estarem preparados para tal, e acabam diminuindo o papel dos compositores nas escolas. Zé Katimba se revolta ainda com apresentações de grupos de pagode e o funk nos ensaios das escolas como uma forma de atrair o público e questiona o valor do samba para essas pessoas.


Mario Dias recebe Certificado de Participação do Artista Plástico Floriano
Zé Katimba recebe certificado do jornalista Mario de Souza


A fala de Adelson Alves

Sergio Chacon comenta

Zé katimba protesta

Mario Dias faz retrospecto

A participação de R. Moreira

Ito M. equilibra o debate

• • •

Diplomação dos Eleitos


Jorge Roberto e José Vicente prefeito e vice diplomados


O vereador Felipe Peixoto recebe diplomação

Foi nesta quinta feira, dia18, na Câmara Municipal a diplomação dos eleitos na última Eleição Municipal. O legislativo municipal estava lotado e a saudação foi feita pelo vereador eleito Edgard Foly, que é o mais idoso do grupo. Ele enfatizou a responsabilidade do mandato e não se esqueceu de elogiar a beleza das mulheres do Bairro Santa Bárbara que é a sua base eleitoral.
Foram diplomados os 18 vereadores e em seguida o executivo e o vice. O prefeito eleito Jorge Roberto Silveira e o vice José Vicente receberam os seus diplomas num clima de muita festividade e congraçamento.
O prefeito Jorge Roberto Silveira recebeu flores endereçadas a sua mãe Ismélia Silveira.

 


Vereador Gallo recebe seu diploma

O vereador Edgard Foly saúda a todos

 

Anteriores Home