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Varig, a (Deus)
Eu tinha prometido que não tocaria mais no assunto Varig/Aerus nas minhas crônicas, tamanho o pesar só de me lembrar das fisionomias do Sr. Lula e da ministra chefe da Casa Civil, dona Dilma Rousseff, quando nós, aposentados do Aerus, fomos quase “enxotados” do Palácio da Alvorada! Querem saber o motivo? Aliás, não chegamos sequer a expor o nosso problema, porque a senhora Dilma disse que não era problema dela e muito menos do senhor Presidente da República que, naturalmente, “fez de conta que não sabia de nada”!
Lendo hoje, dia 26/6, no segundo caderno do Globo a crônica de Cora Ronai, quase cheguei às lágrimas, porque juntei àquelas declarações amargas as minhas e a de outros colegas meus. E com as lágrimas, os meus 25 anos de serviço prestado àquela poderosa empresa, conhecida e respeitada no mundo inteiro. E que hoje, na opinião da “poderosa” chefe da Casa Civil, não passa de uma reles empresa em processo de falência!
Infelizmente, dona Dilma, nas décadas em que o país atravessava o seu pior momento, dedicava-se a atos de pilhagem em residências alheias e, entre seus atos poucos recomendáveis, a invasão na residência do Sr. Ademar de Barros, no bairro de Santa Teresa, aqui no Rio, de onde levaram uma pequena fortuna! Enquanto isso, a reles empresa de que fala ela, fazia o seu papel, voando pelo mundo inteiro com segurança e orgulho, dignificando o seu país e seu nome: Varig!
E como tal, funcionário ( nao abro mão de ter sido funcionário da Varig...) e aposentado do Aerus, repito as palavras da comissária Nilza: “ não quero nada de ninguém, só quero o que é meu de direito...” Na verdade, aposentei-me dignamente, paguei regiamente as contribuições devidas ao INSS (38 anos de serviço) e cerca de 25 anos ao Aerus, portanto não pedi nada a ninguém, nem fui “premiado” em virtude da perda de um dedo e muito menos por ter sido revolucionário!
Aliás, quem me conhece, lendo minhas crônicas, deve estar se perguntando: “uai, o que aconteceu com esse cara, um homem que sempre se disse de esquerda?” Se ser de esquerda tem algum significado, os meus amigos e leitores podem ficar tranqüilos de que continuo a tecer os mesmos conceitos. Afinal, estudante na década de 64, abracei o lado que julgava correto e se os “outros” saíram pela tangente é problema deles.
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